sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Dentro deste velho peito.

Com o tempo o coração acostumou com a ausência, ele bate por bater, bate sem razão alguma, bate pelo simples fato desta ser sua obrigação dia-a-dia. Ele tinha um amor, e batia mais feliz, mas um dia o dono resolveu devolver a chave e partir, ir embora ... e foi-se. No começo suas paredes desmoronaram, seu chão caiu, e tudo passou a ser preto e branco, mas o tempo fez a dor cicatrizar e deixar cicatrizes eternas, cicatrizes que às vezes incomodam. Eu não falo de dor, eu falo de estranha sensação de não sentir nada.

ps: esse texto é do meu antigo blog.

2 comentários:

  1. Você escreve muito bem *o*

    "Eu não falo de dor, eu falo de estranha sensação de não sentir nada."
    E essa parte descreveu exatamente o que eu tava sentindo, sério, essas foram as palavras certas.
    To seguindo

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  2. Ah obrigado Ju, você também não fica para trás!

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